João Simão Nunes, nascido em 12 de junho de 1940 e reconhecido como filho do fundador do município de União de Minas, morreu nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026. Ele tinha 85 anos. A Prefeitura Municipal publicou nota de pesar e decretou luto oficial de três dias, com ponto facultativo na data do falecimento — mantidos apenas os serviços essenciais, conforme o Decreto nº 5.928.
A administração municipal o descreveu como "ilustre cidadão uniense", homenagem que carrega o peso de uma história familiar diretamente entrelaçada com a origem do próprio município. João era filho de Guilherme Simão Nunes, personagem central na formação do que viria a se tornar União de Minas.
Por volta de 1923, vindo do município de Campina Verde, Guilherme Simão Nunes chegou ao local então denominado "Casinhas" acompanhado de seus pais. Em meados de 1939, casou-se com Maria Garcia Nunes e adquiriu uma gleba onde construiu a sede de uma fazenda — no exato lugar onde hoje se ergue o município de União de Minas. Foi nessa época que surgiram os primeiros comerciantes e moradores, e o povoado, em crescimento, recebeu seu primeiro nome: "Porteirão".
Atento às necessidades da comunidade, Guilherme construiu uma escola em sua propriedade em 1953 — a primeira do local. Em 1960, promoveu um loteamento aprovado pela Lei 770, de 22 de outubro de 1969, que deu origem à "Vila Porteirão", logo rebatizada "Bela Vista do Porteirão" pela ampla vista que o terreno oferecia. Guilherme figura entre os nomes listados pelo município como fundadores, ao lado de outros pioneiros que lutaram pela emancipação política da região.
O maior sonho da comunidade foi realizado em 22 de outubro de 1995, com a emancipação do município, criado pela Lei 12.030, de 21 de dezembro de 1995, e batizado definitivamente de União de Minas. João Simão Nunes viveu para ver o município que seu pai ajudou a construir completar três décadas de história autônoma.
A Prefeitura encerrou a nota com um pedido de respeito, gratidão e solidariedade à família "neste momento de luto" — palavras modestas para a despedida de um homem cuja existência começou antes mesmo que a cidade ao redor tivesse nome.





