Quatro armas de fogo de uso restrito, além de outras quatro de uso permitido, munições, celulares e computadores. Foi esse inventário que a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) mirou na manhã de quinta-feira (2/7), em Campina Verde. A Operação Arsenal Oculto cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal contra um homem suspeito de fraudar seu registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Segundo a FICCO, ele teria apresentado declarações e documentos com indícios de falsificação para esconder antecedentes criminais — driblando exatamente a exigência de idoneidade que a lei impõe para conceder o Certificado de Registro (CR). É o documento que autoriza alguém a comprar e manter em casa um arsenal como esse.
As investigações foram além do registro em si. Levantamentos de inteligência apontam que o suspeito também atuaria na intermediação, aquisição e venda clandestina de armas de fogo na região de Campina Verde. Isso transforma o caso de uma fraude documental isolada em um possível elo de uma rede de comércio ilegal de armamentos no Triângulo Mineiro.
O material apreendido segue agora para perícia da Polícia Federal em Uberaba. Em tese, o investigado pode responder por posse irregular de arma de fogo, estelionato, falsidade ideológica, falsidade material de documento e uso de documento falso.





