Moradores do Triângulo Mineiro foram surpreendidos por um novo abalo sísmico na noite de quinta-feira (2), desta vez com epicentro em Pirajuba (MG). O tremor, de magnitude 2,4 na escala Richter, foi registrado às 20h30 e classificado como raso, com profundidade estimada em até 10 quilômetros, segundo dados monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Não há registro de danos estruturais, vítimas ou prejuízos materiais.
É o segundo episódio na região em menos de dois dias: na madrugada de quarta-feira (1º), um tremor de magnitude 2,6 havia atingido Planura, também no Triângulo Mineiro.
A repetição dos abalos em tão pouco tempo tem levantado dúvidas entre moradores sobre a estabilidade geológica da área — mas, para os especialistas, o fenômeno é esperado. Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e integrante da RSBR, reforça que tremores dessa magnitude são recorrentes no estado. Minas Gerais concentra o maior número de registros sísmicos do país, resultado das pressões que se acumulam na crosta terrestre e são liberadas periodicamente na forma de pequenos abalos.
A RSBR tem como objetivo monitorar a sismicidade do território nacional e gerar dados que ajudem a compreender a estrutura interna da Terra, por meio de estações sismográficas permanentes espalhadas pelo país. A rede é dividida em quatro sub-redes regionais, cobrindo Sul/Sudeste, Nordeste, Centro/Norte e uma rede integrada nacional, coordenadas por instituições como o Observatório Nacional, a USP, a UnB e a UFRN, com apoio do Serviço Geológico do Brasil na manutenção e divulgação dos dados coletados.





