A voz embargada, os olhos marejados. Foi assim que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) confirmou, nesta segunda-feira (3), que não será candidato ao governo de Minas Gerais. O anúncio, gravado em Brasília ao lado do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, encerra semanas de indefinição sobre a candidatura de quem liderava as pesquisas de intenção de voto no estado.
A decisão tem raiz no momento de dor que Cleitinho atravessa. Em luto pela morte do irmão, o senador afirma não reunir condições emocionais para entrar de cabeça em uma campanha estadual. "Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim", disse, dirigindo-se ao eleitorado mineiro.
O desfecho veio depois de uma reunião de cinco horas em São José dos Campos e de um novo encontro em Brasília, que reuniu o presidente estadual do partido em Minas, Euclides Petersen, o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, e deputados da sigla.
Segundo Marcos Pereira, o Republicanos ofereceu "todas as condições" para viabilizar a candidatura — a decisão final, no entanto, coube somente ao senador. Com a desistência de quem chegou a liderar pesquisas na casa dos 40% das intenções de voto, o tabuleiro eleitoral mineiro volta à estaca zero. Cleitinho segue no exercício do mandato no Senado.





