Aquele minutinho a mais embaixo do chuveiro, com a água quente batendo na nuca… Às vezes é necessário. O fato é que ninguém cronometra o banho, mas enquanto você está ali relaxando, o medidor lá fora não para. Entre todos os aparelhos de uma casa, o chuveiro elétrico está no topo da lista de potência e é justamente ele que explica boa parte do susto na fatura. Aqui no Pontal quase não existe inverno, é verdade. Mas o hábito do banho quentinho mais demorado que o normal também é comum por aqui. Você imagina qual é o preço disso?
Uma simulação da área de Eficiência Energética da Cemig ajuda a dimensionar melhor: com um chuveiro de 5.500 watts e uma família de quatro pessoas, cortar o banho diário de 12 para 8 minutos representa uma economia estimada de R$ 50,54 por mês. Parecem só 4 minutinhos, mas no dia viram 16 minutos a menos de chuveiro ligado. No fim do mês isso significa 8 horas a menos de funcionamento.
Utilizando os mesmos parâmetros da simulação, o chuveiro de 5.500 watts consome cerca de 0,46 kWh em cinco minutos, 0,92 kWh em dez e 1,38 kWh em quinze minutos. Agora se aplicarmos a tarifa de referência usada, chegamos aos valores aproximados: um banho de cinco minutos custa R$ 0,53, um banho de dez custa R$ 1,06 e um de quinze sai por R$ 1,59.
Cinquenta centavos a mais ou a menos não pesa no bolso — mas esse valor multiplicado pela quantidade de banhos e de dias pode virar um susto na conta de luz. Numa casa com quatro moradores tomando um banho por dia, cinco minutinhos extras para cada um podem significar cerca de R$ 63 a mais no fim do mês.
Como explica Filipe Randazzo, analista de Eficiência Energética da empresa, o tempo precisa ser multiplicado pelo número de pessoas da casa e por todos os dias do mês. E como o aparelho tem potência elevada, "uma mudança simples de hábito pode representar uma economia importante na fatura". Randazzo complementa: “controlar o tempo de banho é uma das formas mais simples de utilizar energia de maneira eficiente sem abrir mão do conforto.”
A orientação da companhia vai além do cronômetro e inclui também evitar deixar o chuveiro ligado à toa, além de usar corretamente as opções de temperatura do aparelho conforme o manual do fabricante. Segundo a Cemig, eficiência energética não é abrir mão do equipamento, e sim cortar desperdício.
Vale lembrar que os valores são estimativas e mudam conforme a potência e a regulagem do chuveiro, a tarifa da unidade consumidora, os impostos e a bandeira tarifária em vigor. E o valor também não inclui o gasto com a água — apenas a energia do chuveiro elétrico.





