Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Carregando clima da região...
Carregando cotações do agro...
img
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
[Iturama] Loba-guará resgatada em canavial de Carneirinho tem a perna amputada ... 14:29
[Iturama] Iturama vai ganhar 50 casas do Minha Casa, Minha Vida no bairro Cidade... 15:50
[Política] “Loirona do Flávio”: o que uma influenciadora que não existe rev... 10:06
[Campina Verde] PM intercepta caminhão com 14 cabeças de gado furtadas na zona rural... 14:43
[Cidade] Boletim Policial: PM prende quatro adultos e apreende dois adolescente... 13:53
[Política] Lula vira em Iturama e Limeira do Oeste, e vantagem de Flávio no Pont... 15:05
[Pontal Cast] "Que dia você vai virar o espelho para você?": psicóloga de Iturama... 14:52
[Pontal Cast] Mastologista de Iturama explica os sinais do câncer de mama que vão ... 14:45
[Pontal Cast] "Eu cuido de mim para cuidar dos meus": confira alguns destaques do 9�... 14:37
[Economia] Iturama passa Uberaba e é o 7º município que mais exporta no Triân... 08:10
[Iturama] Loba-guará resgatada em canavial de Carneirinho tem a perna amputada ... 14:29
[Iturama] Iturama vai ganhar 50 casas do Minha Casa, Minha Vida no bairro Cidade... 15:50
[Política] “Loirona do Flávio”: o que uma influenciadora que não existe rev... 10:06
[Campina Verde] PM intercepta caminhão com 14 cabeças de gado furtadas na zona rural... 14:43
[Cidade] Boletim Policial: PM prende quatro adultos e apreende dois adolescente... 13:53
[Política] Lula vira em Iturama e Limeira do Oeste, e vantagem de Flávio no Pont... 15:05
[Pontal Cast] "Que dia você vai virar o espelho para você?": psicóloga de Iturama... 14:52
[Pontal Cast] Mastologista de Iturama explica os sinais do câncer de mama que vão ... 14:45
[Pontal Cast] "Eu cuido de mim para cuidar dos meus": confira alguns destaques do 9�... 14:37
[Economia] Iturama passa Uberaba e é o 7º município que mais exporta no Triân... 08:10
  • Home
  • Cidades
    • Iturama
    • Carneirinho
    • União de Minas
    • São Francisco de Sales
    • Limeira do Oeste
    • Campina Verde
  • Pontal Cast
  • Economia
  • Saúde
  • Educação
  • Agronegócio
  • Mais Lidas
  • Mais
    • Gastronomia
    • Brasil
    • Política
    • Compra e Venda
    • Curiosidades
    • Infraestrutura
    • Mundo
    • Pets
    • Cooperativismo
    • Cultura
    • Esportes

O que você procura?

Sugestões: Iturama Política Esportes Saúde
Logo
  • Home
  • Cidades
    • Iturama
    • Carneirinho
    • União de Minas
    • São Francisco de Sales
    • Limeira do Oeste
    • Campina Verde
  • Economia
  • Saúde
  • Educação
  • Agronegócio
  • Mais Lidas
  • Mais
    • Gastronomia
    • Brasil
    • Política
    • Compra e Venda
    • Curiosidades
    • Infraestrutura
    • Mundo
    • Pets
    • Cooperativismo
    • Cultura
    • Esportes

© 2026 O Pontal News



Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Publicidade
Publicidade
Publicidade
  1. Home
  2. Notícias
  3. Pontal Cast
  4. "Que dia você vai virar o espelho para você?": psicóloga de Iturama fala do lado emocional do câncer de mama
Pontal Cast

"Que dia você vai virar o espelho para você?": psicóloga de Iturama fala do lado emocional do câncer de mama

No 9º episódio do Pontal Cast, a psicóloga Maria Amélia Mamede, da clínica MedOrthos, explica por que tantas mulheres adiam o exame, como apoiar sem invadir e por que chamar a paciente de guerreira pode pesar

O Pontal News
23/10/2026 - 14:52:00

Uma paciente chegou ao consultório da psicóloga Maria Amélia Mamede dizendo que estava cansada. Contou que cuidava de todo mundo, da filha, do genro, do neto, da outra filha, do marido e da mãe, e falou até não ter mais o que dizer. Quando a psicóloga perguntou quem cuidava dela, não veio resposta, só um choro que demorou a passar.

A cena, contada no nono episódio do Pontal Cast, dedicado ao Outubro Rosa, resume algo que ela observa com frequência no consultório: muita gente vive com o espelho virado para os filhos, o marido, o trabalho e o vizinho, e esquece de olhar para si. “Que dia que você vai virar o espelho para você?”, costuma perguntar.

Psicóloga da clínica MedOrthos, em Iturama, Maria Amélia conhece o câncer de mama de dois lados, como profissional e como irmã. A irmã enfrentou a doença duas vezes, com dez anos de intervalo, e foi dessa experiência, somada à rotina do consultório, que vieram as reflexões levadas à bancada do podcast de O Pontal News.

A negação e o medo de saber

Quando uma mulher sente um caroço e adia o exame por semanas ou meses, o que costuma estar em jogo, segundo Maria Amélia, é um processo de negação, que a psicologia compara a um luto. “Não, isso não é nada. Acho que é impressão minha. Vamos observar, dar mais um tempinho, ver se some”, exemplifica. Há quem esconda da família e há quem entre em pânico, sem conseguir raciocinar, até que o comportamento muda, o sono vai embora e os mais próximos percebem que algo não vai bem.

Muitas vezes, explica, o medo não é da dor do exame, mas do resultado. É a paciente que sai do consultório com a lista de exames e a esquece na gaveta. Um medo legítimo e humano, ressalta, porque o novo assusta, e que pode ser alimentado ou desfeito por quem está por perto. A família que incentiva a voltar ao médico ajuda; a que repete que “quem procura acha” atrapalha. “E eu falo o seguinte: que bom se achar. Quanto mais cedo você descobrir, melhor”, rebate.

A história da irmã é o melhor exemplo. Em 2014, num exame de rotina, foi encontrado um nódulo menor que um grão de arroz, escondido atrás do mamilo. Descoberto cedo, ele foi tratado com cirurgia e radioterapia, sem necessidade de quimioterapia nem de retirar os linfonodos da axila.

Rede de apoio, não rede de palpite

A espera entre um exame e outro, que às vezes se arrasta por semanas, gera uma ansiedade que não vai simplesmente desaparecer, diz a psicóloga, e pede paciência, fé e companhia. Apoiar, porém, não é sinônimo de falar muito. “Existe rede de apoio e existe rede de palpite”, diferencia. Às vezes, a melhor frase é a mais curta: “Não precisa falar nada. Eu estou aqui”.

Foi assim que ela agiu quando o cunhado passou por uma cirurgia e a irmã ficou sozinha com ele em Barretos. Ofereceu ajuda duas vezes, ouviu dois “não” e respeitou. Quando a irmã finalmente ligou pedindo que fosse, numa quarta-feira à noite, Maria Amélia estava lá no dia seguinte. “A gente precisa muito, a rede de apoio, respeitar o momento do paciente, o momento do adoecimento dessa família”, defende. Ela chama isso de apoio sem interferência.

Quem cuida também precisa de cuidado. Durante os 12 anos em que a mãe, sem memória, dependeu de cuidadoras, Maria Amélia reunia a equipe toda semana para um café e uma conversa sobre como elas e as famílias estavam. “A gente precisa ter um cuidado amoroso com essa equipe”, diz.

O peso da palavra guerreira

Chamar a paciente de guerreira parece elogio, mas atrapalha, e muito, na avaliação da psicóloga. “É como se obrigasse a pessoa a ser forte o tempo inteiro. E a gente não tem que ser forte o tempo inteiro”, explica. Todo mundo tem momentos de fraqueza, de vontade de chorar e de ficar sozinho, e a pressão por uma capa de fortaleza pode empurrar o sofrimento para dentro, onde ele aparece de outras formas, como noites mal dormidas.

Ela mesma faz terapia toda semana há 30 anos e acredita no acompanhamento psicológico como parte do cuidado. Ainda assim, aprendeu com a irmã, que resiste à ideia, que o papel da família é oferecer, nunca impor. “Eu não insisto, eu sugiro”, conta.

Como falar com as crianças

Sobre a forma como Katiude contou à filha de 5 anos, raspando a cabeça em família, Maria Amélia não tem dúvida de que foi o melhor caminho. As crianças percebem tudo, lembra, e o que vivem na primeira infância, até os 7 anos, deixa marcas para a vida inteira. Esconder, no entendimento dela, é o pior que se pode fazer, porque cedo ou tarde a criança fica sabendo por um colega ou pelo vizinho.

A orientação é responder ao que ela pergunta, sem termos técnicos e com leveza. A mamãe está dodói, vai fazer um tratamento, o cabelo vai cair e, daqui a pouco, cresce de novo.

A frase que não se diz

Perguntada sobre o que nunca se deve dizer a quem está em tratamento, ela respondeu sem hesitar: “Vai dar tudo certo”. Numa sala de espera em Barretos, contou, viu uma mulher entrar em desespero ao receber um diagnóstico grave, enquanto uma amiga, com a melhor das intenções, não parava de repetir que tudo ia passar. “Gente, ela não quer escutar isso. Ela quer chorar”, lembra ter pensado. Às vezes, o silêncio ao lado é o que mais ajuda.

Saúde mental em todas as fases

Psicóloga clínica e perinatal, Maria Amélia também chamou atenção para três momentos da vida da mulher que, segundo ela, concentram maior potencial de aparecimento de transtornos emocionais, a primeira menstruação, a menopausa e, sobretudo, a gestação. Por isso, defende o pré-natal psicológico com a mesma importância do pré-natal médico, para trabalhar as mudanças no corpo, a idealização do bebê e as cobranças que recaem sobre a mãe. “Depressão é uma doença”, reforça, e não pode ser vista como frescura, assim como as crises de ansiedade também precisam de tratamento.

No recado final, o pedido foi o mesmo que atravessou toda a conversa, o de não perder de vista o autocuidado, na saúde mental, física e espiritual.

Serviço

Maria Amélia Mamede, psicóloga clínica e perinatal (CRP 04/63408)

Clínica MedOrthos · Iturama (MG)

Agendamentos: (34) 99633-2592 e (34) 99974-4766 

Assista ao episódio completo do Pontal Cast: 



Publicidade
Publicidade
Publicidade


jornalismo@opontalnews.com.br (34) 99688-4832

© 2026 O Pontal News - Todos os direitos reservados