Com bota no pé, prancheta na mão e um olhar treinado para vasculhar atentamente vasos de planta, calhas e qualquer recipiente capaz de acumular água parada. É assim que a equipe de Agentes de Combate às Endemias de São Francisco de Sales deve bater à porta dos moradores da cidade nesta semana, dando início à terceira edição de 2026 do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti).
A ação, conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde, começou na segunda-feira (31) e segue até sexta-feira (4). Esse levantamento é uma ferramenta padrão do Ministério da Saúde: mede a presença de larvas do mosquito em imóveis visitados e classifica o risco do município em baixo, médio ou alto, orientando as ações de combate às arboviroses.
Em maio o risco era baixo
Caso não tenha havido nenhuma grande mudança ou descuido da parte da população, há motivos para otimismo. No segundo LIRAa do ano, realizado em maio, os agentes vistoriaram 202 imóveis e encontraram um índice de infestação de apenas 0,5% — bem abaixo do 1% que configura risco médio.
Os criadouros positivos identificados na época estavam concentrados em depósitos móveis, como vasos de planta, o que reforça o papel do próprio morador na prevenção.
Nesta terceira etapa, os agentes percorrem quarteirões específicos em sete bairros da cidade: Centro, Novo Horizonte, Boa Vista, Zico Gonçalves, Toledo, Devanir Antonio Dias e Morada do Sol. A cobertura completa dos quarteirões programados está detalhada no comunicado oficial da Prefeitura.
Participação do morador é decisiva
Ao contrário de uma fiscalização, o LIRAa depende da colaboração de quem abre a porta. Receber os agentes, permitir o acesso ao quintal e aproveitar a visita para descartar recipientes que acumulam água são os gestos que, segundo a Secretaria de Saúde, sustentam índices baixos como o registrado em maio. A prevenção contra dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana começa, literalmente, no quintal de casa.





