Você que mora em Iturama ou Limeira do Oeste tem reparado numa maior quantidade de tapumes, betoneiras e caçambas pela cidade desde o começo do ano? Um levantamento mostra que não é só impressão. As seis cidades da cobertura de O Pontal News registraram 285 obras novas no Cadastro Nacional de Obras (CNO), da Receita Federal, no primeiro semestre de 2026, contra 225 no mesmo período de 2025 — alta de 27%.

Somando os seis municípios da região, dá mais de uma obra e meia aberta por dia. Os dados foram compilados pela plataforma CaptaObras através de um levantamento realizado na base de dados do CNO no final de agosto, e apontam tendências importantes não só para o setor da construção civil no Pontal, como para o desenvolvimento da região como um todo.
Para conseguir enxergar a relevância do dado, é preciso olhar para o comparativo com períodos anteriores. No primeiro semestre de 2025, a região tinha registrado 17% menos obras do que em 2024: houve redução de 271 para 225 novos canteiros. O semestre de 2026 reverte essa trajetória e leva o Pontal ao maior número de obras iniciadas dos últimos três anos.

Iturama saiu de 152 para 202 obras, alta de 33%, enquanto Limeira do Oeste foi de 38 para 48, aumento de 26% — são as duas únicas cidades com base grande o bastante para uma leitura percentual confiável. Iturama concentra cerca de dois terços das obras da região, então a variação do total acompanha de perto a oscilação da cidade.
Nos municípios menores, vale também a contagem. Carneirinho ganhou quatro obras; União de Minas, três. Já Campina Verde perdeu cinco e São Francisco de Sales, duas.

Quase tudo é moradia
Casa popular e residencial unifamiliar respondem por 253 das 285 obras iniciadas em 2026. Só a casa popular saltou de 132 para 172 registros. Comércio somou nove obras, galpão industrial, sete, e apareceram também dois conjuntos habitacionais populares, categoria zerada em 2025.

Um ponto que chama atenção é a área total declarada, que passou de 44,1 mil m² para 107,1 mil m², puxada por poucas obras grandes em Limeira do Oeste e União de Minas. Isso representa mais que o dobro de área construída, algo como quinze campos de futebol.
Vale ressaltar que a contagem é de obras novas por data de início no CNO, e não de alvarás ou de obras concluídas. Das 285 obras iniciadas em 2026, 257 seguem com registro ativo, mas o cadastro aceita também registro retroativo: ou seja, uma obra iniciada em 2026 ainda pode ser cadastrada nos meses seguintes. Então o número deste ano tende a subir, e o avanço de 27% deve ser lido como piso, não como teto.
Fonte: Levantamento da CaptaObras feito em 31 de agosto de 2026 a partir do Cadastro Nacional de Obras da Receita Federal.





