Em certos grupos de WhatsApp e redes sociais de São Francisco de Sales, circulam mensagens alegando que o Hospital Municipal estaria sem medicamentos. Em resposta, a Prefeitura gravou um vídeo na farmácia da unidade e publicou um comunicado público desmentindo as alegações, que classificadas como “informações falsas”. As imagens mostram as prateleiras cheias de caixas de remédio empilhadas.
No vídeo divulgado pelos canais oficiais, o prefeito Gilmar Souto aparece ao lado das farmacêuticas Danieli e Prisciéli e diz ter ido pessoalmente à unidade depois de tomar conhecimento da denúncia. "Se estivermos errados, se não tiver a medicação, vamos comprar", afirmou. Mas, segundo Souto, o estoque está completo.
O prefeito explicou que o hospital não concentra os remédios em um único lugar. Além do depósito central, onde o vídeo foi gravado, há pontos de medicação na emergência e no setor onde ficam os pacientes em repouso, aguardando alta.
Padronização
Coube à farmacêutica Danieli detalhar o critério que define o que entra e o que fica de fora das prateleiras. Ela explicou que a unidade trabalha com uma padronização de medicamentos construída junto com toda a equipe de saúde, que inclui médicos que atendem no hospital, enfermeiras e farmacêuticos.
A lista, disse, é montada para cobrir a maioria das urgências e emergências que chegam ao pronto atendimento. "A quantidade de medicações existentes é muito grande", justificou, ao defender a necessidade de um recorte. O que o paciente recebe, porém, depende da conduta médica e do quadro clínico de cada caso.
Gilmar Souto voltou ao ponto que considera central da confusão. Se o médico prescreve um remédio para uso domiciliar que não faz parte da padronização da unidade, argumentou, isso não significa desabastecimento — é uma decisão da conduta clínica. Souto também rebateu de forma direta uma alegação de que estaria faltando medicação para nebulização. Segundo ele, há três tipos disponíveis no hospital.
Recado aos grupos de mensagem
Ao encerrar, o prefeito pediu que moradores procurem a equipe de saúde antes de levar reclamações às redes. Disse estar à disposição, assim como as farmacêuticas, e afirmou que em cinco anos de mandato nunca faltou medicamento na unidade. A nota institucional pede à população que não compartilhe áudios e textos de fontes não oficiais.
Nem o vídeo nem o comunicado identificam a origem das mensagens que motivaram a resposta. Até a publicação desta matéria, O Pontal News não localizou registros de pacientes que tenham formalizado reclamação sobre falta de medicamentos na unidade.





